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SPDA: Aterramento, MPS e a NBR 5419

O SPDA (Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas), popularmente conhecido como "para-raios", é um componente vital da segurança industrial. No entanto, sua complexidade é frequentemente subestimada, sendo reduzido a simples hastes metálicas no telhado.

A norma ABNT NBR 5419:2026 mudou completamente a abordagem do SPDA, focando-o em Análise de Risco. O laudo de SPDA é, inclusive, um item obrigatório do Prontuário (PIE) da NR-10.

Parte 2: A Análise de Risco

A Parte 2 existe desde 2015 (então chamada de Gerenciamento de Risco); a NBR 5419:2026 a renomeou para Análise de Risco e a reforçou, com a comparação Frequência de Danos × Frequência Tolerável e a densidade de descargas (Ng) obtida por dados de satélite. Antes de instalar qualquer captor, é obrigatório realizar esta análise.

A Análise de Risco compara os riscos calculados (R1 a R4) com o risco tolerável (RT). Ela leva em conta:

  • Tipo da Estrutura: Industrial, agrícola, hospitalar, etc.
  • Localização: Densidade de descargas atmosféricas na região (mapa de Ng).
  • Linhas Entrantes: Risco de surtos vindos pela rede elétrica ou de dados.
  • Risco de Incêndio: Presença de materiais inflamáveis (NR-20).
  • Pessoas: Tempo de permanência e tipo de piso.

O resultado (R > RT) define se o SPDA é obrigatório e qual o "Nível de Proteção" (I, II, III ou IV) necessário. Um SPDA instalado sem esta análise não tem validade normativa.

MPS: Protegendo o que há Dentro

Muitos acreditam que o SPDA protege os equipamentos eletrônicos. Isso é um mito. O SPDA (captores, descidas, aterramento) protege a estrutura contra danos físicos e incêndio.

Quem protege os equipamentos (CLPs, inversores, servidores) são as MPS (Medidas de Proteção contra Surtos). Elas são compostas por:

  1. DPS (Dispositivos de Proteção contra Surtos): Instalados nos quadros elétricos (QGBT, QDCs) para desviar o surto que entra pela rede elétrica.
  2. Equipotencialização: Ligar todas as massas metálicas (carcaças de motores, estruturas, tubulações) ao sistema de aterramento, evitando diferenças de potencial perigosas.
"Um SPDA sem Análise de Risco (Parte 2) e sem MPS (Parte 4) é um sistema incompleto, que não protege seus ativos mais caros: seus equipamentos e dados."

Integração com NR-10 e NR-20

O Laudo de SPDA (com ensaio de continuidade dos condutores (referência de aceitação ≤ 0,2 Ω por trecho, Anexo F da NBR 5419-3) e verificação da integridade dos subsistemas — a edição 2026 aboliu o critério dos 10 Ω) é exigido pelo PIE da NR-10. Além disso, em Áreas Classificadas (NR-20), a equipotencialização e a proteção contra raios são vitais, pois uma centelha gerada por uma descarga atmosférica é uma fonte de ignição óbvia para uma explosão.

A HazOp Engenharia realiza a Análise de Risco, o projeto, a inspeção e o laudo completo do SPDA e MPS, garantindo a conformidade integrada das normas.

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