A engenharia por trás da proteção elétrica
Disjuntores e relés só protegem de verdade quando são dimensionados e ajustados por cálculo — não no padrão de fábrica. Os estudos elétricos são a base técnica que define como a sua instalação se comporta em falta, quem deve atuar e qual o risco para quem opera. São também pré-requisito de um Prontuário (PIE) completo na NR-10.
Estudos que realizamos
- Estudo de curto-circuito (IEC 60909): cálculo das correntes de falta presumidas em cada ponto, base para verificar a capacidade de interrupção (kA) dos disjuntores e a suportabilidade de barramentos e cabos.
- Coordenação e seletividade da proteção: ajuste das curvas tempo-corrente de relés e disjuntores para que apenas o dispositivo mais próximo da falta atue — isolando o defeito sem derrubar a planta inteira. Inclui seletividade lógica (ZSI) quando aplicável.
- Estudo de Arc Flash / energia incidente (ABNT NBR 17227:2025 + IEEE 1584): cálculo da energia incidente (cal/cm²), definição da fronteira de arco, categoria de EPI (ATPV) e etiquetagem dos painéis, alinhado ao Anexo IV da NR-10:2026.
- Estudos complementares: fluxo de potência/carga, partida de grandes motores, dimensionamento e ajuste de proteções, e qualidade de energia (harmônicas e fator de potência).
Por que seletividade e Arc Flash andam juntos
Há um equilíbrio de engenharia: proteções mais rápidas reduzem a energia incidente do arco (mais segurança para o trabalhador), mas precisam manter a seletividade (não desligar a planta inteira por uma falta localizada). Esse ajuste fino só é possível com o estudo de curto-circuito e a coordenação feitos por engenheiro habilitado — e é exatamente o que entregamos.
Integração com a conformidade
Os estudos elétricos alimentam diretamente o PIE da NR-10 (diagramas, ajustes de proteção, etiquetas de arco) e a gestão contínua (PDCA): a cada ampliação ou manutenção, os estudos são revisados para refletir a instalação real.
Risco: proteção sem estudo
Disjuntores no ajuste padrão, sem estudo de curto-circuito e seletividade, podem não interromper uma falta (risco de incêndio e dano a equipamentos) ou derrubar toda a planta por um defeito localizado. Sem estudo de Arc Flash, o trabalhador não sabe a energia incidente nem o EPI correto — risco direto à vida.
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