Mais que engenharia: compromisso com a vida. Responsabilidade social que vai além do trabalho.
Voltar ao siteFevereiro é laranja e roxo. Laranja pela conscientização sobre a leucemia — e pela doação de medula óssea, o tratamento que pode curar quem não responde só à quimioterapia. Roxo pelo lúpus e pelo Alzheimer, duas causas que também merecem seu olhar neste mês.
A leucemia é um câncer que se origina na medula óssea e compromete a produção normal das células do sangue. Em muitos casos, o transplante de medula é o tratamento que pode salvar a vida do paciente — e ele só é possível quando existe um doador compatível cadastrado. O mesmo mês também é o Fevereiro Roxo, dedicado ao lúpus e ao Alzheimer (mais abaixo).
É a estimativa do INCA para o Brasil no triênio 2026–2028, com risco de 5,71 casos a cada 100 mil habitantes — o 13º câncer mais frequente no país.
A leucemia é o tipo de câncer mais frequente na infância e adolescência no Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE).
O cadastro de doador de medula óssea começa com uma coleta simples de sangue, para o exame de compatibilidade genética (HLA). Não é a doação em si — é o primeiro passo dela.
O cadastro é feito nos hemocentros de cada estado e entra no REDOME — Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea, coordenado pelo INCA. É gratuito: basta levar um documento oficial com foto, preencher os formulários e coletar uma amostra de sangue para a tipagem HLA.
Os critérios são definidos pelo REDOME/INCA e aplicados em todos os hemocentros do país. Se você se encaixa, o cadastro leva poucos minutos.
A cor roxa marca a conscientização sobre duas doenças bem diferentes entre si, mas que têm em comum não ter cura — apenas tratamento e cuidado contínuo.
A corrente do bem que começamos em julho, com a doação de sangue, continua aqui. Assim como um hemocentro só funciona com gente disposta a doar, um transplante de medula só acontece quando alguém, em algum lugar, decidiu se cadastrar sem saber se um dia seria chamado. É a mesma lógica que aplicamos em cada laudo técnico que assinamos: prevenção e cuidado não esperam o problema aparecer — eles se antecipam a ele.
Esta campanha é institucional e de apoio. Todas as orientações seguem os órgãos oficiais de saúde.
É preciso ter entre 18 e 35 anos e estar em bom estado geral de saúde, sem histórico de câncer nem de doenças hematológicas ou do sistema imunológico. O cadastro é feito em qualquer hemocentro: basta levar um documento oficial com foto e coletar uma amostra de sangue para o exame de compatibilidade genética (HLA). Quem se cadastra permanece no REDOME até os 60 anos.
Não. Desde a Portaria MS 685/2021, o cadastro de novos doadores só é permitido entre 18 e 35 anos, porque estudos mostram que doadores mais jovens trazem melhores resultados de transplante para o paciente. Quem já estava cadastrado antes da mudança continua no registro e pode ser chamado para doar até completar 60 anos.
Ainda não. O lúpus é uma doença crônica autoimune, com períodos de atividade e de remissão — quando os sintomas desaparecem, mas a alteração imunológica que causa a doença continua presente e exige acompanhamento médico contínuo. O tratamento, oferecido de forma integral e gratuita pelo SUS, controla os sintomas e permite qualidade de vida, mas não cura a doença.
Um tema de saúde pública por mês, sempre ligado ao nosso compromisso com a proteção da vida.
Ninguém se cadastra como doador de medula por acaso — alguém precisa contar que é simples. Compartilhe com amigos entre 18 e 35 anos.
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