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Campanha HazOp · Apoio à Saúde Pública · Setembro 2026

Pedir ajuda é um ato de coragem.

Setembro é o mês de falar abertamente sobre saúde mental e prevenção ao suicídio. Reconhecer um sinal de alerta — em você ou em alguém perto de você — pode ser o primeiro passo para salvar uma vida.

Por que justamente agora

Setembro Amarelo: um dos meses de maior engajamento do país

O Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio é 10 de setembro. No Brasil, a campanha existe desde 2015, criada pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pelo CVV. Os números mostram por que o tema não pode esperar.

15.507

mortes por suicídio no Brasil em 2021

O Boletim Epidemiológico nº 55 do Ministério da Saúde mapeou a década de 2010 a 2021 — e o número tende a crescer nos boletins mais recentes.

+42%

na taxa de mortalidade em uma década

A taxa foi de 5,2 para 7,5 óbitos a cada 100 mil habitantes entre 2010 e 2021, segundo o mesmo boletim do Ministério da Saúde.

10 de set.

Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio

Data instituída pela Organização Mundial da Saúde em 2003. O lembrete vale o ano inteiro: procurar ajuda é sempre o caminho certo.

Ligue ou converse agora: é gratuito

O CVV — Centro de Valorização da Vida presta apoio emocional e prevenção do suicídio para qualquer pessoa que queira conversar, com respeito, sigilo e anonimato. Não é preciso estar em crise para ligar — o CVV também ouve quem só precisa desabafar.

  • Ligação gratuita de qualquer telefone, fixo ou celular, em parceria com o SUS
  • Atendimento 24 horas, todos os dias, inclusive feriados
  • Cobertura em todo o Brasil — não precisa escolher estado
  • Sigilo e anonimato garantidos — você não precisa se identificar
Em caso de risco imediato à vida, ligue também 192 (SAMU) ou vá à emergência mais próxima.
Preste atenção

Sinais de alerta — em você ou em um colega

Segundo o Ministério da Saúde, mudanças que duram mais de duas semanas não devem ser tratadas como "drama" ou "chamar atenção": são alertas sérios. Nenhum sinal isolado é uma certeza — mas juntos, pedem atenção e conversa.

Falar sobre morte ou desaparecer — frases como "queria dormir e não acordar mais" nunca são brincadeira ou chamar atenção.
Isolamento — afastamento de amigos, família, redes sociais e das atividades que a pessoa gostava de fazer.
Mudança de humor ou de rotina — por mais de duas semanas, sem explicação aparente.
Descuido com a própria aparência — abandono de hábitos de cuidado pessoal, faltas ao trabalho.
Uso maior de álcool ou outras substâncias — mudança recente, sem explicação, na forma de beber ou consumir.
Perda recente importante — luto, desemprego, separação, dificuldade financeira ou doença.
Perguntar diretamente não induz o ato — é o que orienta o Ministério da Saúde. Se notou dois ou mais desses sinais em alguém (ou em você), não espere: ligue 188 ou procure o CAPS/UBS mais próximo.
Por que a HazOp apoia

Proteger a vida é o nosso ofício

Segurança do trabalho não é só sobre EPI e procedimento — é sobre a pessoa que os executa. Fadiga, estresse e pressão afetam a atenção e aumentam o risco de acidentes, inclusive os riscos elétricos: quem está esgotado ou em sofrimento silencioso erra mais e se protege menos. Por isso a HazOp reserva um mês do ano para falar de saúde mental sem rodeios. Segurança do trabalho também começa em como a pessoa está por dentro.

Aprofunde-se

Risco também se previne com gestão — psicossocial ou elétrico

Desde a atualização da NR-1, toda empresa precisa mapear os riscos psicossociais no PGR — e a NR-10 exige a mesma disciplina para o risco elétrico, com responsável técnico formalmente definido. Conheça o Profissional Legalmente Habilitado (PLH) da NR-10:2026 e baixe o guia técnico gratuito da HazOp.

Informação confiável

Fontes oficiais

Esta campanha é institucional e de apoio. Todas as orientações seguem os órgãos oficiais de saúde e de trabalho.

Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes

Não — é um mito. A evidência científica e a orientação de profissionais de saúde mostram o contrário: perguntar de forma direta e acolhedora não induz o comportamento suicida, alivia a tensão emocional e costuma abrir espaço para a pessoa falar sobre o que sente. Evitar o assunto por medo de "plantar a ideia" tende a isolar ainda mais quem já está sofrendo.

Procure um momento e um lugar reservado para conversar, sem pressa e sem julgamento. Ouça com atenção, sem minimizar o que a pessoa sente, e incentive a busca por ajuda profissional — você pode se oferecer para acompanhá-la ao CVV, ao CAPS ou à UBS. Se perceber risco imediato, não deixe a pessoa sozinha e ligue para o CVV (188) ou para o SAMU (192). No ambiente de trabalho, informar o RH ou o SESMT também ajuda a garantir apoio contínuo.

Sim. Desde a atualização da NR-1 (Portaria MTE 1.419/2024), toda empresa deve identificar e gerenciar fatores de risco psicossociais — como sobrecarga de trabalho, assédio moral e esgotamento — dentro do PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos). A exigência entrou em vigor em maio de 2025 com caráter educativo, e passa a ter fiscalização punitiva a partir de 26/05/2026 (Portaria MTE 765/2025). Saúde mental deixou de ser boa vontade da empresa: é item de gestão de riscos, como qualquer outro.

Todo mês, uma causa

Conheça nossas campanhas

Um tema de saúde pública por mês, sempre ligado ao nosso compromisso com a proteção da vida.

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Ninguém sabe quem, perto de você, está precisando de um sinal de que pode pedir ajuda. Compartilhe com a sua equipe, com a CIPA, com um amigo.

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