Mais que engenharia: compromisso com a vida. Responsabilidade social que vai além do trabalho.
Voltar ao siteSetembro é o mês de falar abertamente sobre saúde mental e prevenção ao suicídio. Reconhecer um sinal de alerta — em você ou em alguém perto de você — pode ser o primeiro passo para salvar uma vida.
O Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio é 10 de setembro. No Brasil, a campanha existe desde 2015, criada pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pelo CVV. Os números mostram por que o tema não pode esperar.
O Boletim Epidemiológico nº 55 do Ministério da Saúde mapeou a década de 2010 a 2021 — e o número tende a crescer nos boletins mais recentes.
A taxa foi de 5,2 para 7,5 óbitos a cada 100 mil habitantes entre 2010 e 2021, segundo o mesmo boletim do Ministério da Saúde.
Data instituída pela Organização Mundial da Saúde em 2003. O lembrete vale o ano inteiro: procurar ajuda é sempre o caminho certo.
O CVV — Centro de Valorização da Vida presta apoio emocional e prevenção do suicídio para qualquer pessoa que queira conversar, com respeito, sigilo e anonimato. Não é preciso estar em crise para ligar — o CVV também ouve quem só precisa desabafar.
Segundo o Ministério da Saúde, mudanças que duram mais de duas semanas não devem ser tratadas como "drama" ou "chamar atenção": são alertas sérios. Nenhum sinal isolado é uma certeza — mas juntos, pedem atenção e conversa.
Segurança do trabalho não é só sobre EPI e procedimento — é sobre a pessoa que os executa. Fadiga, estresse e pressão afetam a atenção e aumentam o risco de acidentes, inclusive os riscos elétricos: quem está esgotado ou em sofrimento silencioso erra mais e se protege menos. Por isso a HazOp reserva um mês do ano para falar de saúde mental sem rodeios. Segurança do trabalho também começa em como a pessoa está por dentro.
Desde a atualização da NR-1, toda empresa precisa mapear os riscos psicossociais no PGR — e a NR-10 exige a mesma disciplina para o risco elétrico, com responsável técnico formalmente definido. Conheça o Profissional Legalmente Habilitado (PLH) da NR-10:2026 e baixe o guia técnico gratuito da HazOp.
Esta campanha é institucional e de apoio. Todas as orientações seguem os órgãos oficiais de saúde e de trabalho.
Não — é um mito. A evidência científica e a orientação de profissionais de saúde mostram o contrário: perguntar de forma direta e acolhedora não induz o comportamento suicida, alivia a tensão emocional e costuma abrir espaço para a pessoa falar sobre o que sente. Evitar o assunto por medo de "plantar a ideia" tende a isolar ainda mais quem já está sofrendo.
Procure um momento e um lugar reservado para conversar, sem pressa e sem julgamento. Ouça com atenção, sem minimizar o que a pessoa sente, e incentive a busca por ajuda profissional — você pode se oferecer para acompanhá-la ao CVV, ao CAPS ou à UBS. Se perceber risco imediato, não deixe a pessoa sozinha e ligue para o CVV (188) ou para o SAMU (192). No ambiente de trabalho, informar o RH ou o SESMT também ajuda a garantir apoio contínuo.
Sim. Desde a atualização da NR-1 (Portaria MTE 1.419/2024), toda empresa deve identificar e gerenciar fatores de risco psicossociais — como sobrecarga de trabalho, assédio moral e esgotamento — dentro do PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos). A exigência entrou em vigor em maio de 2025 com caráter educativo, e passa a ter fiscalização punitiva a partir de 26/05/2026 (Portaria MTE 765/2025). Saúde mental deixou de ser boa vontade da empresa: é item de gestão de riscos, como qualquer outro.
Um tema de saúde pública por mês, sempre ligado ao nosso compromisso com a proteção da vida.
Ninguém sabe quem, perto de você, está precisando de um sinal de que pode pedir ajuda. Compartilhe com a sua equipe, com a CIPA, com um amigo.
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