Mais que engenharia: compromisso com a vida. Responsabilidade social que vai além do trabalho.
Voltar ao siteNovembro Azul é o mês mundial de conscientização sobre o câncer de próstata — o tipo de câncer mais comum entre os homens no Brasil. A prevenção começa numa conversa de poucos minutos com um profissional de saúde.
O movimento Novembro Azul nasceu em 2003, na Austrália, e chegou ao Brasil pelo Instituto Lado a Lado pela Vida, em parceria com a Sociedade Brasileira de Urologia. Hoje é conduzido no país também pelo Ministério da Saúde e pelo INCA. Três motivos para não deixar o mês passar em branco:
O câncer de próstata é o tipo mais incidente entre os homens no Brasil: são quase 78 mil novos casos estimados por ano, cerca de 3 em cada 10 diagnósticos de câncer no sexo masculino (INCA, estimativa 2026–2028).
Na fase inicial, o câncer de próstata costuma não causar sintomas. Quando aparecem, os mais comuns são dificuldade para urinar, jato urinário fraco e sangue na urina (Ministério da Saúde).
A procura por serviços de saúde e a adesão a exames preventivos são historicamente menores entre os homens — um dos pontos de partida da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem, do Ministério da Saúde.
O primeiro passo é a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais perto de você. O clínico avalia sintomas e fatores de risco e, se for o caso, encaminha para o urologista pela rede do SUS. Consulta, exames e, se necessário, tratamento são gratuitos.
Sobre a idade ideal para iniciar essa conversa, há posições diferentes entre as entidades de saúde. O Ministério da Saúde e o INCA não recomendam o rastreamento populacional do câncer de próstata em homens sem sintomas — estudos mostram que testar em massa aumenta o número de diagnósticos sem reduzir claramente a mortalidade pela doença, e pode levar a tratamentos desnecessários. Já a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) recomenda a avaliação com o urologista a partir dos 50 anos — ou dos 45, para homens negros, com obesidade grave ou com parente de primeiro grau (pai, irmão ou tio) que teve câncer de próstata — para decidir junto com o médico se vale a pena fazer o PSA. Não existe uma idade única de consenso: existe a orientação de não decidir sozinho.
Prevenção não é evento de novembro, é hábito o ano inteiro. Estes são os pontos que valem a pena levar a sério.
A HazOp trabalha todos os dias com quem está na linha de frente da operação — eletricistas, técnicos, engenheiros de campo. Nosso público é majoritariamente técnico e masculino — é com quem está no campo que essa conversa precisa acontecer. Em novembro, abrimos espaço no nosso site para reforçar que cuidar da própria saúde é tão parte do trabalho quanto seguir os procedimentos da NR-10 ou usar o EPI certo.
Esta campanha é institucional e de apoio. Todas as orientações seguem os órgãos oficiais de saúde.
Não deveria doer — o exame dura cerca de 10 segundos e pode causar apenas um desconforto rápido. É um exame simples que ajuda o médico a avaliar o tamanho, a forma e a consistência da próstata, identificando nódulos ou endurecimentos que peçam investigação. Vergonha não compensa o risco de adiar um diagnóstico precoce.
Não necessariamente. A maior parte dos PSAs alterados tem causas benignas, como hiperplasia prostática (aumento natural da próstata com a idade) ou prostatite (inflamação ou infecção). O PSA é um exame de rastreamento, não um diagnóstico — quando está alterado, o médico avalia o histórico, pode repetir o exame e só indica biópsia se houver indícios reais de malignidade.
Sim, principalmente quando descoberto cedo. Segundo o INCA, o câncer de próstata diagnosticado em estágio inicial tem chances de cura superiores a 90%. É por isso que a conversa com o urologista sobre quando começar o rastreamento, considerando idade e fatores de risco individuais, faz diferença real.
Um tema de saúde pública por mês, sempre ligado ao nosso compromisso com a proteção da vida.
Muito homem ainda não conhece os próprios sinais de alerta. Compartilhe com o seu pai, seu irmão, seu colega de equipe.
No Instagram, use o Copiar link e cole no seu Story, bio ou mensagem — é o jeito que funciona nessa rede.